
A Federação Portuguesa de Esgrima informa, com grande consternação, sobre a a morte do Mestre húngaro Istvan Szlovenszky.
Figura maior da esgrima nacional, chegado a Portugal na década de 90, trouxe consigo não apenas conhecimento técnico, mas uma visão transformadora que mudou para sempre o panorama da esgrima nacional. Campeão da Europa de florete, marcou também a história ao alcançar o apuramento para os Jogos Olímpicos com o atleta João Gomes, e títulos em taças do mundo de juniores e seniores — um feito que elevou o nome de Portugal no cenário internacional.
Personalidade forte e exigente, de grande rigor e de enorme simpatia e disponibilidade.
Foi responsável das seleções nacionais de florete e desenvolveu o seu trabalho, de espírito aberto, não só com atletas como com os treinadores nacionais, promovendo conhecimento que levaria Portugal a ter resultados de excelência.
Mais do que títulos, foi nas pessoas que deixou a sua marca mais profunda. Inspirou gerações de alunos, transmitiu valores, disciplina e paixão. Hoje, muitos dos que passaram pelas suas mãos continuam ligados à esgrima, como treinadores, árbitros ou dirigentes — esse é, talvez, o seu maior legado.
Partiu um mestre, permanece a sua influência em cada toque, em cada treino, em cada atleta que continua o seu caminho.
Na esgrima, como na vida, não é apenas o golpe que conta, mas a honra, a dedicação e o espírito com que se entra em pista. E nisso, Mestre, é eterno.
Por tudo que fez pela esgrima portuguesa, o enorme agradecimento e a Federação Portuguesa de Esgrima envia as sentidas condolências à sua filha e mulher.
Em guarda, prontos?
Continuar a respeitar o legado.
